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Sou Engenheira Agrônoma formada pela faculdade Fead Minas, com dois anos de experiência em Geoprocessamento na área ambiental e de produção vegetal e animal. Criei um blog com o intuito de ajudar novos colegas ingressantes no curso, posto todos os trabalhos e matérias que estão ao alcance,além de posts relacionados à atualidades e tudo mais sobre agronomia. Caso precisem de ajuda relacionada à matérias não postadas, ou qualquer dúvida podem deixar nos comentários ou solicitar por e-mail, que eu farei o máximo para responder.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Folhas - Morfologia externa 1º parte

Definição: expansão lateral e laminar do caule, de simetria bilateral e crescimento limitado, constituindo-se num órgão vegetativo com importantes funções metabólicas.
Funções: Fotossíntese, transpiração, condução e distribuição da seiva

Caracteres gerais:Expansão lateral do caule
Órgão laminar com simetria bilateral
Crescimento limitado
Clorofilada
Inserção nodal
Gemas axilares

Partes constituintes:
Pecíolo: haste que sustenta o limbo ou lâmina foliar
Lâmina filiar
Bainha ou estípula

Nomenclatura foliar:
Folha incompleta: quando falta uma das três partes constituintes
Folha peciolada: apresenta pecíolo
Folha séssil: sem pecíolo
Folha amplexicaule: folha cuja base do limbo abraça ou caule
Fola perfolhada ou perfoliada: quando as duas metades da base do limbo desenvolvem-se, circundando o caule, de modo que este parece atravessar o limbo
Folha fenestrada: limbo com perfurações
Folha invaginante: com bainha que envolve o caule em grande extensão
Filódio: pecíolo dilatado e achatado, assemelhando ao limbo, que em geral, é ausente totalmente
Heterofilia: é o polimorfismo marcante das folhas normais
Pecíolo alado: Pecíolo com expansões aliformes foliáceas laterais
Peciólulo: é o pecíolo do folíolo das folhas compostas
Pseudocaule: falso caule, constituído dos restos das bainhas foliares densamente superpostas
Pulvino (no pecíolo) ou pulvínulo (no peciólulo) : é uma porção espessada da base foliar ou foliolar que provoca, nas folhas, movimentos de curvatura (folhas sensitivas).


Até a próxima pessoal!

Conheça as 50 escolas de agronomia do Brasil melhor conceituadas no MEC.


Esta lista trata apenas da classificação de acordo com a nota do ENADE (2013) deste modo a classificação da escola no ranking das melhores do Brasil pode ser diferente já que ele também leva em consideração outros fatores como o nível dos profissionais de ensino e a produção bibliográfica da escola entre outros.

  1- Universidade Estadual de Ponta Grossa
  2- Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  3- Universidade Federal de Santa Catarina
  4- Universidade Federal do Mato Grosso do Sul
  5- Universidade Tecnológica Federal do Paraná
  6- Fundação Universidade Federal de Rondônia
  7- Universidade Estadual de Maringá
  8- Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucurí
  9- Universidade Federal de Lavras
10- Universidade Federal do Espírito Santo
11- Universidade Federal de Mato Grosso
12- Universidade Federal de Santa Maria
13- Universidade Federal de Pelotas
14- Fundação Universidade Federal do Pampa 
15- Universidade de Brasília
16- Universidade Estadual de Montes Claros
17- Universidade Estadual do Oeste do Paraná 
18- Universidade Federal do Maranhão
19- Universidade Federal de Uberlândia
20- Universidade Estadual de Londrina
21- Universidade José do Rosário Vellano (UNIFENAS)
22- Fundação Universidade Federal da Grande Dourados
23- Universidade Estadual do Centro Oeste
24- Fundação Universidade do Estado de Santa Catarina
25- Universidade Estadual Paulista Julho de Mesquita Filho
26- Universidade Federal Rural de Pernambuco
27- Universidade Federal de Viçosa
28- Universidade Estadual de Goiás
29- Universidade de Taubaté
30- Universidade Federal de Roraima
31- Faculdade Arnaldo Horácio Ferreira
32- Universidade de Passo Fundo
33- Universidade Estadual do Norte do Paraná
34- Fundação Universidade Federal do Tocantins
35-Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
36- Universidade Federal de São Carlos
37- Universidade Federal de Goiás
38- Faculdade Doutor Francisco Maeda
39- Faculdade de Ciências Sociais e Agrarias de Itapeva
40- Universidade Anhanguera
41- Universidade Federal Rural do Semi-Árido 
42- Universidade do Oeste de Santa Catarina
43- Universidade Estadual do Maranhão
44- Universidade de Caxias do Sul
45- Universidade Federal do Paraná
46- Universidade Camilo Castelo Branco
47- Universidade do Norte Fluminense Darcy Ribeiro
48- Centro Universitário de Várzea Grande
49- Faculdade de Estudos Superiores de Minas Gerais
50- Faculdades Integradas dos Campos Gerais

Esta é a lista pessoal
para verem as melhores Instituições na íntegra acesse: 
http://ruf.folha.uol.com.br/2013/rankingdecursos/agronomia/avaliacao_de_ensino.shtml

Até a Próxima. 





sexta-feira, 27 de junho de 2014

Explicação da lei do mínimo ou do barril

Essa semana uma leitora, estudante de gestão ambiental me enviou uma dúvida por e-mail. A questão que ela precisava responder era a seguinte:

Apresente e comente três exemplos que explicam a Lei dos Mínimos de Liebig.

Esses exemplos podem variar muito de acordo com a área de estudo. Até por que em agronomia a definição para a lei é uma que difere um pouco da definição geral. Vou tentar explicar então de forma que qualquer pessoa possa entender. 


 Para começar vamos relembrar a definição da lei do mínimo (Na agronomia também
chamada de lei do barril) 
- A produção vegetal será limitada pelo nutriente em menor disponibilidade. (para
Agronomia)

De um modo geral e provavelmente para engenharia e gestão ambiental esse conceito é mais amplo.

Simplificando, podemos dizer que para manutenção da vida, um ser deve gozar da
disponibilidade de todos os elementos essenciais, sejam eles água, oxigênio ou outros elementos químicos (chamados adubos). Não adiantará haver um elemento em excesso se outro elemento essencial não for fornecido ao menos em quantidade mínima para estar em seu nível crítico necessário ao desenvolvimento do ser, seja ele qual for (vegetal, animal, bactérias, etc). 





Não sei exatamente que tipo de exemplos a leitora  precisa apresentar, mas existem muitos, principalmente na agronomia: 

Para entender melhor vou citar alguns quesitos que um elemento deve cumprir para ser considerado essencial (na agronomia e de modo adaptado à todos os seres vivos).


Critérios da essencialidade: 

- A planta não completa seu ciclo sem o nutriente
- O elemento nutriente faz parte de um composto essencial ou é intimamente associado aos processos fisiológicos da planta.

- A carência do elemento não pode ser suprida com o fornecimento de outro elemento (ou seja, este elemento apresenta função específica e nenhum outro poderá substituí-lo).



Exemplos:  

O nitrogênio é um macroelemento (utilizado em grandes quantidades pelas plantas e demais seres vivos).

Ele apresenta diversas funções tais como a participação na estrutura de aminoácidos e consequentemente proteínas e também ácidos nucleicos, entre muitas outras funções.

Se não for fornecido em quantidade necessária todo o crescimento da planta será
comprometido bem como o sistema informacional das células. Se ele estiver abaixo do nível critico necessário ao desenvolvimento ele limitará todo o desenvolvimento e mantença da planta. Mesmo que outros elementos sejam fornecidos em quantidade adequada ou maior do que o necessário.


 O cálcio também é um macroelemento e entre suas funções está a formação do pectato de cálcio, componente da parede celular de vegetais. O cálcio em baixas quantidades no solo geralmente indica um solo ácido, onde em virtude do baixo pH ocorre a toxidez do alumínio (em solos com pH adequado o Alumínio pode ou não estar presente e mesmo que esteja presente ele não está em forma disponível para ser absorvido pelas plantas e não se encontra em níveis tóxicos). Na ausência do cálcio e/ou em níveis tóxicos de alumínio a parede celular não se formará adequadamente ou se formara com o alumínio que formará então o pectato de alumínio. Isso irá gerar deformações na raiz que  não poderá se estruturar corretamente. Isto comprometerá a absorção de água e de outros nutrientes e consequentemente comprometerá todo o desenvolvimento vegetal. Nenhum outro elemento mesmo que fornecido em grandes quantidades irá suprir essa carência. 


Agora, mudando um pouco os exemplos vamos falar de outro elemento essencial que por tão óbvio quase nunca é citado: O dióxido de carbono (CO2) Ele indiscutivelmente é obrigatório para a  que uma planta complete seu ciclo. Para algumas plantas, chamadas plantas C3,  tais como trigo, soja e espécies arbóreas (geralmente plantas de clima temperado, mas não sempre) temperaturas ambientais acima de 30 graus Celsius limitam sua absorção de CO2.

Sob altas temperaturas, a solubilidade dos gases diminui, mas a solubilidade do CO2 reduz mais do que a do oxigênio. Isso compromete a fotossíntese. 
Estas plantas apresentam mecanismos para driblar estes problemas, mas mesmo assim 25% do carbono que seria fixado e transformado em biomassa é perdido. 

Para estas plantas, longos períodos de exposição à temperaturas acima de  30 graus C, principalmente em período de acúmulo de biomassa (crescimento) comprometeria todo seu desenvolvimento.
  
Neste caso poderia se pensar em falta de outros elementos responsáveis pelo crescimento, tal como o nitrogênio, porém não adiantaria aumentar as doses de N, pois o elemento em menor quantidade limitando a produção é o dióxido de carbono.



O potássio (K), é responsável na planta principalmente pela abertura e fechamento de estômatos (conjunto de células especializadas para transpiração e absorção de nutrientes via foliar). Nos momentos de temperaturas mais amenas do dia, quando os estômatos se encontram abertos a planta transpira, ou seja, perde água. 

Para substituir a água perdida, as raízes absorvem água da solução do solo. A falta de potássio em quantidades adequadas dificulta a abertura e fechamento dos estômatos.
 Desta forma a planta não absorverá água através das raízes e sofrerá de carência hídrica mesmo que a água seja fornecida em quantidade adequada ou maior do que a necessária.  A carência hídrica comprometerá todo o desenvolvimento da planta de poderá leva-la a morte em poucos dias.  


 Obs: os estômatos se fecham em momentos mais quentes do dia para evitar a perda excessiva de água por transpiração já que nestes momentos á água presente no solo evapora mais rapidamente e sua absorção será difícil. Por isso não se deve aguar as plantas em momentos quentes do dia. A água não será aproveitada pela planta. 


 











  







  

Flores recordistas!

As flores! São os adornos da natureza certo?

Errado!

Quem as vê como simples adornos está muito limitado. As flores representam funções extraordinárias que permitiu um grande salto na evolução dos vegetais!

Nas flores encontra-se os sistemas reprodutores dos vegetais.

Durante a evolução, o aparecimento das flores gerou um novo  grupo (em termos taxonômicos chamamos de divisão) de plantas.

A flor também dará origem ao fruto e às sementes da planta bem como seus mecanismos para dissipar essas sementes pelos lugares e muitas vezes até para outro lado do mundo!

Vamos ver a seguir uma lista de flores recordistas (de acordo com quem voz escreve)


 Essa é a  Rafflesia arnoldii, a maior flor individual do mundo, ou seja, ao contrário de muitas flores que parecem enormes mas na verdade são inflorescências (conjunto de flores). Ela já é bem conhecida por quem se interessa por curiosidades deste tipo.  Ela é linda mas tem um cheiro de entristecer até urubu.  Seu odor é muito comparado ao odor de cadáveres.  

Fonte: top biologia

Esta aí é conhecida como flor-crânio-do-dragão (gênero Antirrhinum), ela na verdade não é uma flor e sim um fruto após a dispersão das sementes. Ela é recordista de macabrismo. 



Fonte: botany.si

Esta é a recordista de altura .Ela não é uma flor só, e sim,   estrutura de até 70 kg com múltiplas e pequenas flores conectadas a um mesmo eixo. Originária de Sumatra, a Flor- cadavér ( Amorphophallus titanum) chega a 3 m de comprimento e é a inflorescência mais alta do mundo.

Ela até j ávirou personagem de desenho animado


O Fry pode sentir seu aroma interessante através do cheiroscópio,  mesmo após mil anos!!! 




 Orchis Simia - Esta é uma orquídea, para mim a flor recordista em "alegria dançante" . O nome dela faz referencia aos macacos pois ela se parece com um macaquinho. 

E aqui vai uma imagem que comprova o  que vários estudos recentes indicam: 




A vida realmente imita a arte.


Adubação foliar de plantas - Parte 1

Vantagens
- Resposta mais rápida que a adubação via solo, pois a planta não compete com a micela do solo para absorver os nutrientes;
- A velocidade da aplicação se comparado com adubação via solo;
- As doses são menores, logo ocorre economia com o transporte do adubo;

Desvantagens
- Adubos e equipamentos mais caros;
- Necessita mão de obra especializada;
- Maior risco de intoxicação pela planta decorrente da aplicação do nutriente em excesso;

Este tipo de adubação começou a apresentar respostas efetivas em campo nos últimos 30 a 40 anos.

A adubação, de modo geral pode ser divida em três tipos apresentados a seguir:
- Adubação preventiva: as doses são definidas a partir da experiência em campo de forma generalizada
- Adubação preditiva: avalia o ambiente (solo) e as necessidades da cultura e a aplicação é feita em quantidade certa imediatamente antes de a cultura apresentar sinais de carência.
- Adubação corretiva: fornece os nutrientes após a manifestação dos sintomas de carência.

A absorção dos nutrientes via foliar
Passo 1 – Atravessar a cutícula da folha.
Passo 2 – Pode seguir via simplasto ou apoplasto até as células da bainha do feixe vascular onde ocorrerá absorção.
Passo 3 – Todos os nutrientes, com exceção do Boro, são íons, ou seja, apresentam carga (positiva ou negativa) e por isso não tem passagem livre pela membrana.  
A entrada   dos nutrientes na célula ocorre através de carregadores( proteínas transmembrana) que permitem a passagem de íons, compostos ou moléculas para o citoplasma. Já o Boro, pode passar ao citoplasma através de fagocitose.
Cada elemento possui seu carregador específico e este carregador mudará de acordo com a concentração do elemento.

Ex de absorção:
 Bomba de prótons:
                                   Fonte: bio-neuro-psicologia

O sódio (Na+)  é enviado para fora do citoplasma com gasto de energia e cria-se então um potencial de cátions monovalentes. O potássio (K+) entra no citoplasma para que o equilíbrio seja mantido.

Tipos de transporte
 - Uniporte: um íon caminhando em uma única direção.
 - Simporte: dois íons apresentando cargas opostas para que haja equilíbrio entram na mesma direção.
 - Antiporte: Um íon  sai e outro de mesma carga entra para que haja equilíbrio.
Fim da primeira parte! Segunda parte será publicada dia 28/06/2014  

Tenha um bom dia!!!