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Sou Engenheira Agrônoma formada pela faculdade Fead Minas, com dois anos de experiência em Geoprocessamento na área ambiental e de produção vegetal e animal. Criei um blog com o intuito de ajudar novos colegas ingressantes no curso, posto todos os trabalhos e matérias que estão ao alcance,além de posts relacionados à atualidades e tudo mais sobre agronomia. Caso precisem de ajuda relacionada à matérias não postadas, ou qualquer dúvida podem deixar nos comentários ou solicitar por e-mail, que eu farei o máximo para responder.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Reflexão sobre Agricultura Orgânica


Ana Júlia Ribeiro dos Santos

            Tão importante quanto curar doenças é garantir a saúde das pessoas. Isso se fará através da oferta de alimentos de qualidade. E esse é o papel do engenheiro agrônomo. É bem visto que nos dias atuais a preocupação com alimentação de qualidade tem saído da rotina de muita gente (e eu não falo apenas de consumidores, mas de produtores, e até mesmo nações).
            A população mundial tem crescido e junto a ela, cresce também a demanda por alimentos. Isso faz com que a preocupação com qualidade seja deixada um pouco de lado para que as necessidades básicas sejam atendidas. Não que os alimentos que não sejam produzidos organicamente não tenham quantidade adequada de nutrientes. O grande problema deles para com a saúde é o uso indiscriminado de defensivos agrícolas que pode provocar intoxicações e alergias sem falar também dos problemas no que diz respeito à conservação da água, nos impactos ao meio ambiente, na seleção de daninhas, pragas e microorganismos resistentes. 
             Porém vale lembrar que os problemas listados serão causados pelo uso indiscriminado dos defensivos que, se usados conscientemente são excelentes aliados em um mundo que exige cada vez mais eficiência na produção de alimentos em grande escala.
              Falando em alimentos orgânicos, as grandes vantagens de sua produção, são os benefícios ao equilíbrio do meio ambiente (ou seja, a conservação de recursos naturais como solo e água), e a oferta de alimentos em natura sempre frescos e sem o risco de intoxicações ou acúmulo de substâncias maléficas ao organismo. Isso tudo sem falar no quanto a produção orgânica poderia impulsionar a produção familiar no Brasil.
              É muito difícil, em se tratando de um único produtor, o cultivo de alimento orgânico em grande escala, pois cada planta necessita de atenção individual nesse tipo de cultivo e os recursos para o combate de pragas, daninhas e organismos fitopatológicos de forma orgânica são pouco disponíveis, visto que geralmente são substancias extraídas de outras plantas, uso de consórcios, controle biológico entre outros. Mas em escala nacional, o investimento em recursos, pesquisa e em sistemas de informação principalmente, poderia tornar a alimentação através de produtos orgânicos uma realidade para muitas pessoas. Maximizando a produção e a qualidade da produção, tornando os produtos acessíveis para uma maior parcela da população geograficamente e financeiramente.

Plantas CAM ou MAC


MAC = Metabolismo Ácido das Crassuláceas


Engloba um grande número de angiospermas tais como cactus, crassuláceas, bromélias, algumas orquídeas e agaves. Este metabolismo confere a estas plantas vantagens competitivas em ambientes secos.


Esquema representativo do metabolismo MAC


Durante a noite, o CO2 é armazenado sob forma de ácido málico no vacúolo. A enzima responsável pela carboxilação é a PEP-case e o primeiro produto estável formado é o oxaloacetato (ácido de 4 carbonos).

Durante o dia o ácido málico sai do vacúolo e vai para o citosol na forma de malato. Este por sua vez sofre a ação da enzima málica dependente de NADP (reação de descarboxilação) no cloroplasto liberando CO2 e piruvato. O CO2 não é liberado pois os estômatos estão fechados durante o dia. O CO2 é então concentrado e vai para o ciclo de Calvin-Benson. O piruvato formado é convertido em amido, que por sua vez será quebrado para a formação do fosfoenol-piruvato que será carboxilado pela PEP-case durante a noite. 

Durante o dia, com os estômatos fechados, a RUBISCO está ativa e funciona quase que exclusivamente como Carboxilase e o ciclo de Calvin-Benson funciona simultaneamente carboidratos.


Observações 

- Separação da Rubisco e da PEP-case em plantas MAC é temporal (RUBISCO ativa durante do dia e PEP- case ativa durante a noie).  Diferente das plantas C4 em que as duas estão ativas durante o dia porém sua separação é espacial. 

- Em plantas CAM a  PEP-case é inibida durante o dia pelo abaixamento do pH citossólico provocado pela saída de Malato do vacúolo.

- Em plantas C4 a PEP-case é ativada durante o dia pois o fluxo de elétrons ocasionado pela etapa fotoquímica eleva o pH.

- Forma diurna da PEP-case (não fosforilada) é mais sensível ao abaixamento do pH e inibida por malato. 

- Forma noturna (fosforilada) é insensível ao malato, que pode ser produzido e acumulado em larga escala.  





segunda-feira, 30 de junho de 2014

Folhas - Morfologia externa 1º parte

Definição: expansão lateral e laminar do caule, de simetria bilateral e crescimento limitado, constituindo-se num órgão vegetativo com importantes funções metabólicas.
Funções: Fotossíntese, transpiração, condução e distribuição da seiva

Caracteres gerais:Expansão lateral do caule
Órgão laminar com simetria bilateral
Crescimento limitado
Clorofilada
Inserção nodal
Gemas axilares

Partes constituintes:
Pecíolo: haste que sustenta o limbo ou lâmina foliar
Lâmina filiar
Bainha ou estípula

Nomenclatura foliar:
Folha incompleta: quando falta uma das três partes constituintes
Folha peciolada: apresenta pecíolo
Folha séssil: sem pecíolo
Folha amplexicaule: folha cuja base do limbo abraça ou caule
Fola perfolhada ou perfoliada: quando as duas metades da base do limbo desenvolvem-se, circundando o caule, de modo que este parece atravessar o limbo
Folha fenestrada: limbo com perfurações
Folha invaginante: com bainha que envolve o caule em grande extensão
Filódio: pecíolo dilatado e achatado, assemelhando ao limbo, que em geral, é ausente totalmente
Heterofilia: é o polimorfismo marcante das folhas normais
Pecíolo alado: Pecíolo com expansões aliformes foliáceas laterais
Peciólulo: é o pecíolo do folíolo das folhas compostas
Pseudocaule: falso caule, constituído dos restos das bainhas foliares densamente superpostas
Pulvino (no pecíolo) ou pulvínulo (no peciólulo) : é uma porção espessada da base foliar ou foliolar que provoca, nas folhas, movimentos de curvatura (folhas sensitivas).


Até a próxima pessoal!

Conheça as 50 escolas de agronomia do Brasil melhor conceituadas no MEC.


Esta lista trata apenas da classificação de acordo com a nota do ENADE (2013) deste modo a classificação da escola no ranking das melhores do Brasil pode ser diferente já que ele também leva em consideração outros fatores como o nível dos profissionais de ensino e a produção bibliográfica da escola entre outros.

  1- Universidade Estadual de Ponta Grossa
  2- Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  3- Universidade Federal de Santa Catarina
  4- Universidade Federal do Mato Grosso do Sul
  5- Universidade Tecnológica Federal do Paraná
  6- Fundação Universidade Federal de Rondônia
  7- Universidade Estadual de Maringá
  8- Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucurí
  9- Universidade Federal de Lavras
10- Universidade Federal do Espírito Santo
11- Universidade Federal de Mato Grosso
12- Universidade Federal de Santa Maria
13- Universidade Federal de Pelotas
14- Fundação Universidade Federal do Pampa 
15- Universidade de Brasília
16- Universidade Estadual de Montes Claros
17- Universidade Estadual do Oeste do Paraná 
18- Universidade Federal do Maranhão
19- Universidade Federal de Uberlândia
20- Universidade Estadual de Londrina
21- Universidade José do Rosário Vellano (UNIFENAS)
22- Fundação Universidade Federal da Grande Dourados
23- Universidade Estadual do Centro Oeste
24- Fundação Universidade do Estado de Santa Catarina
25- Universidade Estadual Paulista Julho de Mesquita Filho
26- Universidade Federal Rural de Pernambuco
27- Universidade Federal de Viçosa
28- Universidade Estadual de Goiás
29- Universidade de Taubaté
30- Universidade Federal de Roraima
31- Faculdade Arnaldo Horácio Ferreira
32- Universidade de Passo Fundo
33- Universidade Estadual do Norte do Paraná
34- Fundação Universidade Federal do Tocantins
35-Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
36- Universidade Federal de São Carlos
37- Universidade Federal de Goiás
38- Faculdade Doutor Francisco Maeda
39- Faculdade de Ciências Sociais e Agrarias de Itapeva
40- Universidade Anhanguera
41- Universidade Federal Rural do Semi-Árido 
42- Universidade do Oeste de Santa Catarina
43- Universidade Estadual do Maranhão
44- Universidade de Caxias do Sul
45- Universidade Federal do Paraná
46- Universidade Camilo Castelo Branco
47- Universidade do Norte Fluminense Darcy Ribeiro
48- Centro Universitário de Várzea Grande
49- Faculdade de Estudos Superiores de Minas Gerais
50- Faculdades Integradas dos Campos Gerais

Esta é a lista pessoal
para verem as melhores Instituições na íntegra acesse: 
http://ruf.folha.uol.com.br/2013/rankingdecursos/agronomia/avaliacao_de_ensino.shtml

Até a Próxima. 





sexta-feira, 27 de junho de 2014

Explicação da lei do mínimo ou do barril

Essa semana uma leitora, estudante de gestão ambiental me enviou uma dúvida por e-mail. A questão que ela precisava responder era a seguinte:

Apresente e comente três exemplos que explicam a Lei dos Mínimos de Liebig.

Esses exemplos podem variar muito de acordo com a área de estudo. Até por que em agronomia a definição para a lei é uma que difere um pouco da definição geral. Vou tentar explicar então de forma que qualquer pessoa possa entender. 


 Para começar vamos relembrar a definição da lei do mínimo (Na agronomia também
chamada de lei do barril) 
- A produção vegetal será limitada pelo nutriente em menor disponibilidade. (para
Agronomia)

De um modo geral e provavelmente para engenharia e gestão ambiental esse conceito é mais amplo.

Simplificando, podemos dizer que para manutenção da vida, um ser deve gozar da
disponibilidade de todos os elementos essenciais, sejam eles água, oxigênio ou outros elementos químicos (chamados adubos). Não adiantará haver um elemento em excesso se outro elemento essencial não for fornecido ao menos em quantidade mínima para estar em seu nível crítico necessário ao desenvolvimento do ser, seja ele qual for (vegetal, animal, bactérias, etc). 





Não sei exatamente que tipo de exemplos a leitora  precisa apresentar, mas existem muitos, principalmente na agronomia: 

Para entender melhor vou citar alguns quesitos que um elemento deve cumprir para ser considerado essencial (na agronomia e de modo adaptado à todos os seres vivos).


Critérios da essencialidade: 

- A planta não completa seu ciclo sem o nutriente
- O elemento nutriente faz parte de um composto essencial ou é intimamente associado aos processos fisiológicos da planta.

- A carência do elemento não pode ser suprida com o fornecimento de outro elemento (ou seja, este elemento apresenta função específica e nenhum outro poderá substituí-lo).



Exemplos:  

O nitrogênio é um macroelemento (utilizado em grandes quantidades pelas plantas e demais seres vivos).

Ele apresenta diversas funções tais como a participação na estrutura de aminoácidos e consequentemente proteínas e também ácidos nucleicos, entre muitas outras funções.

Se não for fornecido em quantidade necessária todo o crescimento da planta será
comprometido bem como o sistema informacional das células. Se ele estiver abaixo do nível critico necessário ao desenvolvimento ele limitará todo o desenvolvimento e mantença da planta. Mesmo que outros elementos sejam fornecidos em quantidade adequada ou maior do que o necessário.


 O cálcio também é um macroelemento e entre suas funções está a formação do pectato de cálcio, componente da parede celular de vegetais. O cálcio em baixas quantidades no solo geralmente indica um solo ácido, onde em virtude do baixo pH ocorre a toxidez do alumínio (em solos com pH adequado o Alumínio pode ou não estar presente e mesmo que esteja presente ele não está em forma disponível para ser absorvido pelas plantas e não se encontra em níveis tóxicos). Na ausência do cálcio e/ou em níveis tóxicos de alumínio a parede celular não se formará adequadamente ou se formara com o alumínio que formará então o pectato de alumínio. Isso irá gerar deformações na raiz que  não poderá se estruturar corretamente. Isto comprometerá a absorção de água e de outros nutrientes e consequentemente comprometerá todo o desenvolvimento vegetal. Nenhum outro elemento mesmo que fornecido em grandes quantidades irá suprir essa carência. 


Agora, mudando um pouco os exemplos vamos falar de outro elemento essencial que por tão óbvio quase nunca é citado: O dióxido de carbono (CO2) Ele indiscutivelmente é obrigatório para a  que uma planta complete seu ciclo. Para algumas plantas, chamadas plantas C3,  tais como trigo, soja e espécies arbóreas (geralmente plantas de clima temperado, mas não sempre) temperaturas ambientais acima de 30 graus Celsius limitam sua absorção de CO2.

Sob altas temperaturas, a solubilidade dos gases diminui, mas a solubilidade do CO2 reduz mais do que a do oxigênio. Isso compromete a fotossíntese. 
Estas plantas apresentam mecanismos para driblar estes problemas, mas mesmo assim 25% do carbono que seria fixado e transformado em biomassa é perdido. 

Para estas plantas, longos períodos de exposição à temperaturas acima de  30 graus C, principalmente em período de acúmulo de biomassa (crescimento) comprometeria todo seu desenvolvimento.
  
Neste caso poderia se pensar em falta de outros elementos responsáveis pelo crescimento, tal como o nitrogênio, porém não adiantaria aumentar as doses de N, pois o elemento em menor quantidade limitando a produção é o dióxido de carbono.



O potássio (K), é responsável na planta principalmente pela abertura e fechamento de estômatos (conjunto de células especializadas para transpiração e absorção de nutrientes via foliar). Nos momentos de temperaturas mais amenas do dia, quando os estômatos se encontram abertos a planta transpira, ou seja, perde água. 

Para substituir a água perdida, as raízes absorvem água da solução do solo. A falta de potássio em quantidades adequadas dificulta a abertura e fechamento dos estômatos.
 Desta forma a planta não absorverá água através das raízes e sofrerá de carência hídrica mesmo que a água seja fornecida em quantidade adequada ou maior do que a necessária.  A carência hídrica comprometerá todo o desenvolvimento da planta de poderá leva-la a morte em poucos dias.  


 Obs: os estômatos se fecham em momentos mais quentes do dia para evitar a perda excessiva de água por transpiração já que nestes momentos á água presente no solo evapora mais rapidamente e sua absorção será difícil. Por isso não se deve aguar as plantas em momentos quentes do dia. A água não será aproveitada pela planta.