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Sou Engenheira Agrônoma formada pela faculdade Fead Minas, com dois anos de experiência em Geoprocessamento na área ambiental e de produção vegetal e animal. Criei um blog com o intuito de ajudar novos colegas ingressantes no curso, posto todos os trabalhos e matérias que estão ao alcance,além de posts relacionados à atualidades e tudo mais sobre agronomia. Caso precisem de ajuda relacionada à matérias não postadas, ou qualquer dúvida podem deixar nos comentários ou solicitar por e-mail, que eu farei o máximo para responder.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Neurobiologia Vegetal - Eletrofisiologia e Inteligência Vegetal


Segundo Brenner et al. (2006), Neurobiologia Vegetal é a área de pesquisa que procura entender como os vegetais percebem as alterações no meio e respondem a estes estímulos de forma integrada, levando em conta a combinação de componentes moleculares, químicos e elétricos na sinalização celular.  O estudo da neurobiologia vegetal pode ser divido em linhas de pesquisa: Eletrofisiologia, Inteligência Vegetal, e Neurotransmissores.

A Eletrofisiologia estuda a excitabilidade elétrica e sinalização, frequentemente associada com respostas rápidas aos estímulos ambientais.  Esse é um fenômeno bem conhecido em algumas algas e plantas superiores (FROMM e LAUTNER, 2007) . É possível se obter predições a respeito do status da vida vegetal de acordo com as amplitudes e as frequências dos sinais elétricos observados em plantas (KAI et al., 2011).  
Inicialmente deve-se ressaltar que, evidentemente, a atribuição de inteligência aos diferentes sistemas depende do conceito do que se entende por inteligência.    Porém um conceito amplo utilizado em diferentes áreas, inclusive na psicologia, é o de que inteligência compreende as habilidades mentais necessárias para a adaptação ao ambiente, bem como a seleção e modelagem de qualquer contexto ambiental. De acordo com esta definição, o comportamento  rotulado como inteligente pode diferir de acordo com o contexto ambiental (STERNBERG, 1997).
Para Brenner et al. (2006), a inteligência vegetal pode ser definida como a  habilidade intrínseca de processar informações de estímulos bióticos e abióticos que permite a tomada de decisões sobre atividades futuras num dado ambiente. Segundo Trewavas (2005), o número de ambientes possíveis de acordo com a percepção das plantas e com os sinais bióticos e abióticos seria de ordem 108Desta forma, seria muito improvável que estas respostas sejam em virtude de uma pré-programação genética.


quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Você já ouviu falar em neurobiologia vegetal?

Resultado de imagem para plants think
Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=u2GWd2j3qJ8


Uma das grandes diferenças entre o desenvolvimento de animais e plantas refere-se ao seu tipo. O animal apresenta o desenvolvimento do tipo fechado, sendo que ao nascer já apresenta todos os órgãos formados, com posterior amadurecimento deles. Por outro lado, os vegetais apresentam desenvolvimento de tipo aberto, nos quais os órgãos vão surgindo ao longo do desenvolvimento. 

O desenvolvimento aberto é fundamental aos vegetais, uma vez que, devido à sua natureza séssil, eles devem ser capazes de responder, de maneira efetiva, às modificações ambientais. Tendo-se em mente que o ambiente é dinâmico e apresenta alterações ao longo do tempo, as plantas precisam do maior número de informações possível do ambiente que as circunda. Essas informações são obtidas por meio de interações físico-químicas diretas entre a raiz e o solo, por meio de alterações na concentração de voláteis entre a folha e a atmosfera, por meio de diferenças no espectro luminoso intermediadas pelos fotorreceptores (CHAMOVITZ, 2012). 

Com a necessidade de compreensão dos meios pelos quais as plantas são capazes de perceber, assimilar, transportar e responder às informações presentes no meio, surgiu a Neurobiologia vegetal. Termo este importado da ciência animal uma vez que os vegetais, por mais que possuam um avançadíssimo  sistema informacional, não possuem (até onde se sabe) nervos, ou um sistema baseado em tendões (que se estendem) pelo seu corpo.  
Segundo Brenner et al. (2006), neurobiologia vegetal é a área de pesquisa que procura entender como os vegetais percebem as alterações no meio e respondem a estes estímulos de forma integrada, levando em conta a combinação de componentes moleculares, químicos e elétricos na sinalização celular. O estudo da neurobiologia vegetal pode ser divido em linhas de pesquisa: eletrofisiologia, inteligência vegetal e neurotransmissores. Estes serão tratados nas próximas postagens do blog. Fique atento.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Reflexão sobre Agricultura Orgânica


Ana Júlia Ribeiro dos Santos

            Tão importante quanto curar doenças é garantir a saúde das pessoas. Isso se fará através da oferta de alimentos de qualidade. E esse é o papel do engenheiro agrônomo. É bem visto que nos dias atuais a preocupação com alimentação de qualidade tem saído da rotina de muita gente (e eu não falo apenas de consumidores, mas de produtores, e até mesmo nações).
            A população mundial tem crescido e junto a ela, cresce também a demanda por alimentos. Isso faz com que a preocupação com qualidade seja deixada um pouco de lado para que as necessidades básicas sejam atendidas. Não que os alimentos que não sejam produzidos organicamente não tenham quantidade adequada de nutrientes. O grande problema deles para com a saúde é o uso indiscriminado de defensivos agrícolas que pode provocar intoxicações e alergias sem falar também dos problemas no que diz respeito à conservação da água, nos impactos ao meio ambiente, na seleção de daninhas, pragas e microorganismos resistentes. 
             Porém vale lembrar que os problemas listados serão causados pelo uso indiscriminado dos defensivos que, se usados conscientemente são excelentes aliados em um mundo que exige cada vez mais eficiência na produção de alimentos em grande escala.
              Falando em alimentos orgânicos, as grandes vantagens de sua produção, são os benefícios ao equilíbrio do meio ambiente (ou seja, a conservação de recursos naturais como solo e água), e a oferta de alimentos em natura sempre frescos e sem o risco de intoxicações ou acúmulo de substâncias maléficas ao organismo. Isso tudo sem falar no quanto a produção orgânica poderia impulsionar a produção familiar no Brasil.
              É muito difícil, em se tratando de um único produtor, o cultivo de alimento orgânico em grande escala, pois cada planta necessita de atenção individual nesse tipo de cultivo e os recursos para o combate de pragas, daninhas e organismos fitopatológicos de forma orgânica são pouco disponíveis, visto que geralmente são substancias extraídas de outras plantas, uso de consórcios, controle biológico entre outros. Mas em escala nacional, o investimento em recursos, pesquisa e em sistemas de informação principalmente, poderia tornar a alimentação através de produtos orgânicos uma realidade para muitas pessoas. Maximizando a produção e a qualidade da produção, tornando os produtos acessíveis para uma maior parcela da população geograficamente e financeiramente.

Plantas CAM ou MAC


MAC = Metabolismo Ácido das Crassuláceas


Engloba um grande número de angiospermas tais como cactus, crassuláceas, bromélias, algumas orquídeas e agaves. Este metabolismo confere a estas plantas vantagens competitivas em ambientes secos.


Esquema representativo do metabolismo MAC


Durante a noite, o CO2 é armazenado sob forma de ácido málico no vacúolo. A enzima responsável pela carboxilação é a PEP-case e o primeiro produto estável formado é o oxaloacetato (ácido de 4 carbonos).

Durante o dia o ácido málico sai do vacúolo e vai para o citosol na forma de malato. Este por sua vez sofre a ação da enzima málica dependente de NADP (reação de descarboxilação) no cloroplasto liberando CO2 e piruvato. O CO2 não é liberado pois os estômatos estão fechados durante o dia. O CO2 é então concentrado e vai para o ciclo de Calvin-Benson. O piruvato formado é convertido em amido, que por sua vez será quebrado para a formação do fosfoenol-piruvato que será carboxilado pela PEP-case durante a noite. 

Durante o dia, com os estômatos fechados, a RUBISCO está ativa e funciona quase que exclusivamente como Carboxilase e o ciclo de Calvin-Benson funciona simultaneamente carboidratos.


Observações 

- Separação da Rubisco e da PEP-case em plantas MAC é temporal (RUBISCO ativa durante do dia e PEP- case ativa durante a noie).  Diferente das plantas C4 em que as duas estão ativas durante o dia porém sua separação é espacial. 

- Em plantas CAM a  PEP-case é inibida durante o dia pelo abaixamento do pH citossólico provocado pela saída de Malato do vacúolo.

- Em plantas C4 a PEP-case é ativada durante o dia pois o fluxo de elétrons ocasionado pela etapa fotoquímica eleva o pH.

- Forma diurna da PEP-case (não fosforilada) é mais sensível ao abaixamento do pH e inibida por malato. 

- Forma noturna (fosforilada) é insensível ao malato, que pode ser produzido e acumulado em larga escala.  





segunda-feira, 30 de junho de 2014

Folhas - Morfologia externa 1º parte

Definição: expansão lateral e laminar do caule, de simetria bilateral e crescimento limitado, constituindo-se num órgão vegetativo com importantes funções metabólicas.
Funções: Fotossíntese, transpiração, condução e distribuição da seiva

Caracteres gerais:Expansão lateral do caule
Órgão laminar com simetria bilateral
Crescimento limitado
Clorofilada
Inserção nodal
Gemas axilares

Partes constituintes:
Pecíolo: haste que sustenta o limbo ou lâmina foliar
Lâmina filiar
Bainha ou estípula

Nomenclatura foliar:
Folha incompleta: quando falta uma das três partes constituintes
Folha peciolada: apresenta pecíolo
Folha séssil: sem pecíolo
Folha amplexicaule: folha cuja base do limbo abraça ou caule
Fola perfolhada ou perfoliada: quando as duas metades da base do limbo desenvolvem-se, circundando o caule, de modo que este parece atravessar o limbo
Folha fenestrada: limbo com perfurações
Folha invaginante: com bainha que envolve o caule em grande extensão
Filódio: pecíolo dilatado e achatado, assemelhando ao limbo, que em geral, é ausente totalmente
Heterofilia: é o polimorfismo marcante das folhas normais
Pecíolo alado: Pecíolo com expansões aliformes foliáceas laterais
Peciólulo: é o pecíolo do folíolo das folhas compostas
Pseudocaule: falso caule, constituído dos restos das bainhas foliares densamente superpostas
Pulvino (no pecíolo) ou pulvínulo (no peciólulo) : é uma porção espessada da base foliar ou foliolar que provoca, nas folhas, movimentos de curvatura (folhas sensitivas).


Até a próxima pessoal!